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Fim dum dia qualquer no centro da cidade. De repente, acompanhados pela
música, um turbilhão de homens e de mulheres azuis…
Tomam a cidade e apropriam-se das ruas, dos chafarizes, das estátuas
e dos bancos dos jardins. Vão à procura dum lugar que lhes
parece, uma pirâmide, qualquer lugar, sinais de trânsito. Vão-se
embora da mesma maneira em que chegaram, ao som da música. Rock’n’choc.
O que está em questão é a passagem, a transumância,
poucas paragens; de todas as formas tudo é muito transitório…
E seguindo esta única saída, um turbilhão de homens
e de mulheres azuis, e de caixotes de lata. Um cão de metal incandescente.
Um grande touro preto, camião dos narizes fumantes, fecha a marcha
seguindo de perto a fileira. Em frente dele uma pirâmide feita de
outros caixotes de lata que porém não será o ponto
de chegada da peregrinação deles.
É preciso atrair o público, empurrá-lo a abandonar
os seus lugares para acompanhar a corrida, mas ao mesmo tempo tê-lo
a uma distância que lhe permita ter uma visão de todo o conjunto.
A cenografia de BIVOUAC precisa assim do poder dos sons, dos movimentos,
dos semáforos para criar vazios, dentro dos quais existe e desloca-se
o espaço do jogo.
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